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sábado, 27 de outubro de 2007

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Sporting de Braga

O Sporting de Braga tem como nome oficial Sporting Clube de Braga, mas tratado usualmente por apenas Braga.

Foi fundado em 19 de Janeiro de 1921 por um grupo de jovens, na sua maioria estudantes, de onde se destacaram Celestino Lobo, Carlos José de Morais, os irmãos Carvalho, Eurico Sameiro, Costinha, João Gomes, (que viria a ser o primeiro presidente) e ainda Joaquim de Oliveira Costa. Nesta data foram também criados os primeiros estatutos do Sporting de Braga.

É um clube de grande referência e importância em Portugal com uma história muito vasta, tem como um dos momentos mais marcantes na sua história a conquista da Taça de Portugal contra o Vitória de Setúbal em 1966, por 1-0, participando nas competições europeias da taça UEFA, na época 2004/05 esteve várias vezes na liderança do campeonato português de futebol (SuperLiga).O SC Braga é um clube ecléctico e uma forte referência tanto na natação como no atletismo português.
O primeiro campo de futebol da cidade de Braga foi "as GOLADAS", seguindo-se o Campo da Ponte. Em 1950 foi inaugurado, ao lado daquele, o Estádio 28 de Maio, rebatizado de "1º de Maio" com a revolução de Abril de 1974. Em Dezembro de 2003 surgiu o agora denominado Estádio Municipal de Braga, construido para ser utilizado no Euro 2004. Este estádio é hoje considerado um dos mais belos do mundo, tendo sido atribuido ao seu arquitecto, Eduardo Souto Moura, o Prémio Secil de Arquitectura 2004, por esta bela e arrojada obra.

A Conquista Da Taça De Portugal

Todo o norte vibrou com a vitória do Braga na "Taça de Portugal" de 1965/66. Foi uma vitória sem a mais pequena sombra.Final do povo o dia 22 de Maio de ficou para sempre gravada a letras de ouro na história do S.C. Braga.

O Sporting Clube de Braga, 10º classificado no Campeonato Nacional desse ano, vence, com surpresa de alguns, mas com a justiça reconhecida por todos a 26ª edição da Taça de Portugal. E não foi fácil, pelo caminho os bracarenses deixaram de uma forma briosa, a Ovarense, o Atlético, os Açoreanos do Lusitânia, o Benfica (Campeão Europeu) e o Sporting (vencedor do campeonato da época) para defrontarem na final a categorizada formação setubalense, 5º classificado, detentor do Troféu e equipa que pouco tempo antes havia brindado o Braga com 7-0 para o Campeonato Nacional.

Vitória por 1-0 com golo de Perrichon. Contrariando o natural favoritismo do antagonista, os futebolistas do Sporting de Braga, conseguiram realizar uma exibição notável. Por isso o tratamento de "heróis" com que foram apelidados e carinhosamente tratados tanto no Jamor como na entusiástica recepção em Braga.

A cidade havia-se mudado para Lisboa e Jamor transformou-se na mais popular romaria minhota. Os bracarenses acorreram aos milhares. Em Braga o comércio fechou, organizaram-se excursões, alugou-se um comboio especial e levaram-se Zés Pereiras e muito, muito verde. Apostando na inteligência para controlar o adversário e tirando partido da sua altivez o Braga seduziu os 35000 espectadores presentes e calou a crítica especializada. Manuel Palmeira, uma velha glória do clube, auxiliado pelo Secretário Técnico Sim-Sim, conduziu com mestria a equipa e a final plebeia - como lhe chamaram - transformou-se no mais nobre duelo disputado por duas equipas que honraram o emblema que tinham ao peito.

Em hora de recordações, não seria correcto distinguir nenhum atleta em particular, mas é impossível esquecer a grande exibição de Estevão ao "secar" Jaime Graça, e o golo, a 15 minutos do final, do argentino Perrichon. O Braga, 10º classificado no campeonato nacional estava por direito próprio na Taça das Taças. Esta conquista - o mais belo feito do clube - traduz também e de uma forma vincada, o amor clubista com que a cidade e os associados em particular, nutrem pelo Sporting de Braga.

Toda a cidade empunhando bandeiras e dísticos alusivos, esperou a comitiva bracarense e em carro aberto, desfilou de Ferreiros até à Câmara Municipal e à sede do Clube. Os onze magníficos: Armando, Mário, Juvenal, Coimbra, José Maria, Canário, Luciano, Bino, Adão, Perrichon e Estevão.